Receita desarticula quadrilha que fraudava IR para elevar restituições

A Receita Federal desarticulou uma quadrilha acusada de fraudar declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IR) para obter restituições indevidas. As investigações, que resultaram na Operação Triplo S, duraram seis meses e detectaram indícios da fraude praticada por um escritório de contabilidade na praça central de Duque de Caxias, no Rio. Segundo a Receita, os fraudadores atraíam os contribuintes com promessas de restituições elevadas ou exclusão da “malha fina”. Eles informavam na declaração de seus clientes despesas dedutíveis que não ocorreram, obtendo, com essa prática, valores indevidos de restituições. Em troca recebiam um percentual da restituição, que variava em função do valor desta. Quanto mais alta a restituição, maior era o percentual. Leia também:Prazo de entrega da declaração termina amanhã e Receita já recebeu 78% das declarações Segundo a Receita, no escritório trabalhavam cinco pessoas que agiam juntas eserão investigadas pelo crime de formação de quadrilha. Ainda segundo a Receita, a quadrilha enviou quase 7mil declarações desde 2009. Só nesta quartra-feira, o escritório teria enviado 111 declarações. Por causa da fraude, diversos clientes do escritório serão chamados para serem fiscalizados e muitos poderão ter suas declarações bloqueadas até que possam ser analisadas pelos auditores. Se comprovada a fraude, os contribuintes deverão pagar os valores recebidos indevidamente com juros e multa de até 225% do valor devido e poderão responder criminalmente. As informações sobre os fraudadores e beneficiários foram encaminhadas ao Ministério Público. A Receita intensificou o combate a este tipo de fraudes, em conjunto com a Polícia Federal e Ministério Público Federal. A Receita alerta aos contribuintes para tomarem cuidado na escolha do profissional que elaborará suas declarações, porque o que, à primeira vista, pode parecer vantajoso, pode trazer sérios prejuízos. Segundo o Fisco, o fato de terem passado pela malha fina não garante que esteja tudo correto na declaração. Na Operação Conto do Vigário por exemplo, deflagrada em 2008, um único contador enviou declarações de mais de 3.000 contribuintes em diversos anos. A fiscalização de parte deste grupo de contribuintes, que continua em andamento, já lançou mais R$45 milhões entre impostos devidos, multas e juros. Um único contribuinte foi autuado em quase R$ 200 mil.

(fonte: O Globo)

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